Vejam este vídeo, onde uma motorista bêbada atropelou várias crianças que estavam na calçada no início deste ano.
O que dizer, o que fazer quando nem a calçada é mais segura? Afinal a qualquer momento você pode ser atingido por um carro guiado por um bêbado(a), e na maioria das vezes o motorista nem se machuca, consegue até fugir sem prestar socorro. O que fica é a revolta da família, é a dor da vítima, é a dor da mãe e do pai que perde um filho, é a dor do filho que perde um pai ou uma mãe. E o motorista? Ah... esse talvez seja preso, paga uma fiança ridícula, e saí por aí pronto pra novamente assumir o volante depois de umas latinhas de cerveja.
Vejam esse link, onde as vítimas foram a mãe e seu bebê de cinco meses:
Mais uma vez, o álcool estava presente.
http://ndonline.com.br/joinville/noticias/188118-bebe-e-atropelado-por-motorista-embriagado-em-joinville.html
"Eu tô bom ainda" // "não, o álcool não me atrapalha a dirigir" // "comigo no volante não tem perigo" // "eu sei dirigir bem."... essas e outras são as justificativas que escutamos de pessoas que tem o hábito de assumir o volante depois de tomar umas, ou todas.
Álcool e direção, uma combinação perigosa, uma arma que pode te matar, ou fazer de você o assassino. Assassino de uma criança brincando na calçada, de um pai voltando do trabalho, de uma mãe buscando o filho na escola, ou qualquer outra situação. São sonhos, planos, famílias, vidas destruídas por um ato tão desnecessário, por uma atitude irresponsável, e por um país onde as leis para esses crimes são uma piada.
Está faltando leis mais severas, está faltando punição de verdade. Mas acredito que está faltando a valorização da vida, é que cada pessoa tenha a consciência de que a vida é única, sem volta. Não é como na estrada que quando você erra o caminho, mas a frente você faz o retorno. A VIDA NÃO TEM RETORNO.
Rosivane Ribeiro
